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História


O trabalho social na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo começou paralelamente à criação do Lar Paulo de Tarso, para lhe dar o apoio filosófico, administrativo, financeiro e de voluntariado.


Tudo Começou com uma Tragédia

Na madrugada da véspera de Natal de 1983, uma grande caixa d´água comunitária desmoronou do alto do morro do Pavãozinho sobre os barracos, tudo destruindo, e matando 12 pessoas pertencentes a oito famílias.

De manhã cedo, Iolanda Maltaroli de Moraes Rego subiu o morro para prestar algum auxílio, levando provisões e roupas. A população do Rio de Janeiro logo se mobilizou, enviando uma grande quantidade de gêneros. No entanto, as vítimas desesperadas, chorando, precisavam de consolo, orientação e preces, o que a dirigente procurou fazer.

Convidada a voltar, no dia seguinte, ela subiu com os filhos Andréa e Isabella, adolescentes, que também ajudaram realizando atividades recreativas com as crianças vitimadas. Na outra semana, novamente solicitados, levou os filhos Guilherme e Daniel e amigos que participavam de um encontro para leitura do Evangelho, que funcionava na casa da mãe da dirigente, Brígida Lopes Ascención Maltaroli.

Aos poucos, pelo interesse despertado, foi organizado ali na rua, sobre uma grande pedra e, por algum tempo, na sala da Associação de Moradores, um trabalho assistencial emergencial. Os poucos voluntários se desdobravam para dar educação moral Cristã para crianças, jovens e adultos, recreação, atendimento médico, doação de medicamentos, enxovais para recém-nascidos, leite, roupas e alimentos, pois após algum tempo, a população deixou de enviar donativos. O "ambulatório médico" funcionava no banheiro da Associação de Moradores e as outras atividades, durante dois anos, foram realizadas sobre aquela pedra, que ficava em frente.

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