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Solar participa do filme-documentário Príncipes Felizes

19/01/2017

Durante os meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017, o diretor Grego Panos Deigiannis, junto à sua equipe, filmou o documentário Príncipes Felizes no Solar Meninos de Luz, nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo e na cidade do Rio de Janeiro.

O filme-documentário é sobre a vida e o trabalho do diretor Grego Sotiris Karamesinis, que junto à Musa Cia. Teatral, realiza um trabalho voluntário no Solar desde 2015, com aulas de teatro para  crianças de 8 a 10 anos.

A ideia do documentário surgiu dois anos após uma visita diretor do filme ao Solar. Ao ver o trabalho realizado por Sotiris com as crianças do Solar e depois de acompanhar sua carreira por mais de 10 anos, Panos se impressionou com a metodologia utilizada em suas aulas, seu conhecimento e sua dedicação com os alunos e, consequentemente com seu sonho.  Assim, decidiu fazer um filme sobre sua trajetória no Rio de Janeiro.

O tema do filme foi escolhido por ambos os diretores: o Príncipe Feliz, famoso conto de Oscar Wilde. O assunto também foi trabalhado nas aulas de teatro do Solar e apresentado no espetáculo do final do ano.

O roteiro do filme foi trabalhado em paralelo às aulas e à narração da história do conto. Tudo isso foi possível como um  reflexo das conquistas, das dificuldades e da luta constante do Sotiris e seu grupo, as professoras das crianças e atrizes no filme, Rosana Barros, Flavia Bittencourt e Maria Montera, junto às crianças do Solar.

O conto do Príncipe Feliz conta a história de uma cidade que tinha, no topo de uma montanha, uma estátua deslumbrante repleta de ouro, safira e rubis, erguida em homenagem ao jovem príncipe, que havia sido muito feliz em vida. Sua história se mistura com história de uma sonhadora andorinha que, comovida pelas lágrimas do príncipe, cede aos seus pedidos: distribuir, repartindo pelos mais necessitados, tudo o que tinha de valor a cobrir o seu corpo, até o deixar em ruínas.

Na adaptação realizada por Sotiris para o epetáculo dos alunos de teatro e para o filme, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, pode ser o Príncipe Feliz da cidade. Ele tem vista para uma cidade igualmente grande. Um paraíso para alguns, mas duro e desumano para muitos, rico para poucos e, para milhões de outros, pobreza e violência.

Fazem parte do filme, além da produção e equipe de atores, os alunos de teatro do Solar Meninos de Luz e seus responsáveis.

A realização do filme foi possível graças ao patrocínio do Ministério da Cultura da Grécia, do Centro Cinematográfico Grego, da TV Pública Grega. A produção é realizada pela Grega Oxymoron, do premiado diretor-produtor Argyris Papadimitropoulos e a produção executiva brasileira é da Carioca do Thomas Stavros.

O documentário terá distribuição internacional em festivais e salas de cinemas e tem previsão de estreia no Brasil para outubro de 2017.

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